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Treinamento para os guarda-parques da REGUA

Eduardo Rubião liderando o grupo de guarda-parques da REGUA até uma das áreas de reflorestamento realizados pela REGUA (© Micaela Locke).

Durante o mês de maio, o curso de treinamento dos guarda-parques da REGUA estará sendo liderado pelo médico veterinário Eduardo Rubião, fundador da Consultoria ambiental Phoenix. Através da Instituição Rain Forest Trust será possível realizar estes encontros, que visam aprimorar o trabalho de proteção e conservação da REGUA na bacia do rio Guapiacu.

O papel vital dos guarda-parques como guardiões do patrimônio ambiental e sua relevância para a sociedade, primeiros-socorros, unidades de conservação e suas diferentes categorias, monitoramento de trilha e a sua sinalização são alguns dos tópicos que serão abordados durante o curso. A presença dos guarda-parques na REGUA garante a integridade e manutenção da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos por ela providos.

Eduardo Rubião mostrando na prática como lidar com serpentes (© Micaela Locke).
Mateus Cardoso entusiasmado em olhar por dentro de um Jequitibá, uma das maiores árvores da Mata Atlântica (© Micaela Locke).

Guapiaçu III: Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos em Cachoeiras de Macacu

Monitora ambiental analisando macroinvertebrados (© Tatiana Horta).

O Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos (PPMRH) é uma ferramenta de educação ambiental que tem como objetivo sensibilizar os jovens para a importância dos recursos hídricos e os impactos da presença dos núcleos urbanos, demonstrando a relação floresta x água.

O programa é voltado para estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas, do município de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí e capacita os jovens para realizarem coletas e análises físico-químicas e biológica da água de 12 pontos de 3 rios da região: Macacu, Guapiaçu e Caceribu.

Em fevereiro desse ano, a equipe do projeto percorreu as escolas do município de Cachoeiras de Macacu apresentando a proposta do programa. Cinquenta jovens foram selecionados de um total de 92 inscritos. Depois de selecionados, os estudantes foram capacitados e se tornaram monitores ambientais.

Devido à pandemia, o curso presencial foi substituído pelo virtual, e em outubro, já foi possível migrar para o ensino híbrido, e assim, foram realizadas aulas práticas de coletas e análises de água. Seguindo as normas de segurança, orientações dos órgãos de saúde e com o uso de equipamentos de proteção individual, a turma foi dividida em pequenos grupos, mantendo a segurança durante a atividade. A prática foi realizada no ponto 7, em Boca do Mato, onde os estudantes puderam conhecer alguns dos macroinvertebrados bentônicos sensíveis à poluição, usados como bioindicadores da qualidade da água, presentes nesse local de coleta. A atividade desperta nos jovens um novo olhar, além de ser uma atividade bem diferente e divertida.

Em outubro, 45 monitores ambientais foram formados no município de Cachoeiras de Macacu, e agora esses jovens irão acompanhar a equipe do projeto nas coletas e análises de água dos rios. O novo desafio iniciado esse ano é a seleção online de estudantes do município de Itaboraí!

O professor Péricles e alunos colentando macroinvertebrados bentônicos (© Tatiana Horta).

Projeto socioambiental da Petrobras em Guapiaçu III (2020-2022)

O time do Guapiaçu III (© Breno Viana)
O time do Guapiaçu III (© Breno Viana)

A REGUA tem o prazer de anunciar que a Petrobras Socioambiental renovou o financiamento do GGV ou o agora renomeado ‘Projeto Guapiaçu III’. O projeto continua com seus objetivos em restauração e educação. Além de fortalecer o ecossistema da Mata Atlântica na REGUA através do plantio de árvores e continuar apoiando a educação, um novo elemento será o apoio oficial ao programa de reintrodução da Anta em curso na reserva.

Restauração florestal: Um misto de plantio de árvores e regeneração natural em 100 hectares ocorrerá na bacia hidrográfica de Guapiaçu, bem como o monitoramento de 260 hectares financiados pela Petrobras com o objetivo de medir o seqüestro de carbono. As árvores nativas são plantadas usando uma mescla de espécies pioneiras, secundárias e clímax. Além disso, este projeto identificará e selecionará mais 190 hectares dentro da bacia hidrográfica como parte de um banco de dados de restauração.

Educação ambiental: as escolas primárias e secundárias continuarão a visitar a REGUA na “trilha Grande Vida”, que vai desde o início da trilha amarela até a ponte de madeira. Os primeiros 400 metros da trilha foram adaptados para receber visitantes portadores de deficiência física. Cartazes autoexplicativos ao longo da trilha descrevem alguns processos florestais e alguns dos trabalhos de conservação realizados no REGUA. A equipe do projeto visitará jardins de infância nos municípios de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí.

O GGV continuará com o programa de monitoramento da qualidade da água, envolvendo 80 alunos do ensino médio treinados pela equipe para monitorar a qualidade da água dos rios Guapiaçu, Macacu e Caceribu em determinados locais de amostragem ao longo de cada rio (áreas urbanas a montante e a jusante) para fornecer dados sobre as características físicas dos rios e características químicas. A equipe também estudará indicadores biológicos da qualidade da água.

Programa de apoio à reintrodução da anta: Guapiaçú III O projeto socioambiental da Petrobras patrocinará o transporte e o equipamento de telemetria bem como o programa de promoção e extensão comunitária na área. Outras seis antas serão liberadas na REGUA a partir de junho de 2020.

“Conformidade” ou “Compliance” Conexões éticas do Terceiro setor

(©% Nicholas Locke)
(© Ana Carolina Moreira)

Foram cinco dias de imersão num curso sobre “conformidade”, ou seja, “compliance”, onde os temas abordados foram: a integridade das organizações, ambiente regulatório, governança corporativa e gestão de risco, gestão estratégica e suas ferramentas, planejamento, monitoramento e avaliação de programas, sistematização de tecnologias socioambientais e comunicação para transformação.

O curso foi realizado pela UNESCO em parceria com a Petrobras, com o apoio da UFF e ministrado pela JS Brasil. Participaram vinte Organizações Sociais Civis (OSCs) nesta oficina de capacitação, a maioria do Rio de Janeiro. Havia três organizações ambientais e as demais eram de ordem sociocultural.

Foi uma semana de muitos desafios e aprendizagem, como por exemplo, o código de ética, mapas de riscos e principalmente mapas processuais com muita atenção dado os indicadores de avaliação para entender do impacto das propostas das próprias OSCs. Como “tornar um desejo em uma necessidade” foi constantemente relembrado a fim de focar os esforços de cada instituição. Como monitorar, medir e avaliar esses processos através indicadores predeterminados para corrigir e acertar os passos é a forma de garantir sucesso institucional de cada projeto. A fim, de testar nossa aprendizagem, foram realizados grupos de trabalho que assegurava a boa interação entre os participantes podendo discutir as conclusões apresentadas pelos grupos.

Para a REGUA, foi muito interessante aprender como as OSCs sociais trabalham. Muitos projetos trazem apoio para os vulneráveis na sociedade em áreas especificas da sua atuação, complementando programas do Governo. Aprendemos a formatar esses valores éticos dentro do projeto, valorizando o material humano para deixar um “legado”. Claro que nunca deve faltar a paixão, o propulsor que levou ao “desejo” de cada um, organizado e avaliado constantemente o progresso e propostas da instituição, isso é a chave para o sucesso, diante de tantas incertezas.

Teremos uma visita da JS Brasil nos próximos meses a REGUA que passarão dois dias conosco para auxiliar nas nossas demandas e efetiva adoção das propostas “compliance”. Captamos a essência da imersão, e pode ser princípios que utilizamos todo dia, mas a organização e estrutura das propostas é que vai contribuir para o sucesso das nossas propostas no futuro.

I Curso Internacional de Determinantes Ecológicos da Dinâmica das Doenças Transmitidas por Vectores

Em resultado de uma parceria com cerca de 10 anos entre a REGUA e o FIOCRUZ, vai ser realizado pela primeira vez em novembro de 2018 uma edição Internacional e com novo formato da tradicional Disciplina de Determinantes Ecológicos das Doenças Transmitidas por Vectores, do programa de pós-graduação em medicina Tropical do Fiocruz.

Contando com a colaboração e docentes de outras instituições nacionais e estrangeiras – UNIRIO, UERJ, Brasil; Florida Medical Entomology Laboratory, EUA; Universidade Cooperativa de Colômbia, Institut de Recherche et Developpement, França; Universidade Alfonso X El Sábio, Espanha – esta edição do curso será realizada na íntegra nas instalações da REGUA (tanto a parte teórica como prática) de 12 a 17 de novembro de 2018. Os convidados e participantes estrangeiros receberão as boas-vindas nas instalações da Fiocruz onde será feita a recepção e apresentação do curso; depois transportados à REGUA onde as demais atividades do programa terão lugar.

A REGUA apoia totalmente este tipo de parcerias e manifestamos nossa alegria ao ver coroados nossos esforços em prol da conservação da Biodiversidade da alta bacia do rio Guapiaçu, levados a cabo por uma iniciativa particular de conservação da Mata Atlântica do Brasil, na concretização e promoção deste tipo de cooperação internacional na área da Ciência e Educação!

Sejam todos muito BEM-VINDOS à REGUA!

 

Capacitação de professores para o uso de trilhas interpretativas

Uma estação na Trilha Interpretativa (© Tatiana Horta)

As trilhas interpretativas têm atributos especiais como: a sensibilização do público, a interação e a conscientização. Por meio destes meios é possível transmitir ao público conhecimentos, de maneira informal, o que permite a participação no processo ensino-aprendizagem de maneira mais agradável. Através dos recursos desse meio busca-se envolver os visitantes e despertar um novo olhar sobre a natureza, por meio da interpretação ambiental.  

O uso da trilha interpretativa é uma ótima ferramenta em educação ambiental. Para melhor proveito dessa estratégia, é necessário preparar os profissionais da educação para seu uso. O educador não deve só conhecer bem o percurso da trilha, mas também saber dos seus potenciais que se correlacionam com os conteúdos trabalhados em sala de aula.

O Programa de Capacitação para professores do projeto Guapiaçu Grande Vida tem por objetivo aproximar tais profissionais desse importante instrumento de sensibilização ambiental. Assim, há um melhor aproveitamento nas visitas escolares que acontecerão ao longo do ano na REGUA.

Em setembro, o curso teve como público-alvo os professore do município de Cachoeiras de Macacu, participaram das atividades 18 educadores de escolas do município. O evento ocorreu nos dias 11, 20 e 28 de setembro com carga horária de 20 horas, com aulas teóricas e práticas na REGUA.

Monitores ambientais: seleção e capacitação

Foto dos alunos e monitores (© Tatiana Horta)

A proposta de educação ambiental para monitoramento da análise de água de rios do município é a realização de um programa piloto envolvendo os estudantes da rede pública do município de Cachoeiras de Macacu. O objetivo é sensibilizar os jovens para a importância da preservação ambiental para a qualidade dos rios, assim como sobre a influência do homem em determinados locais.

Para esse segundo grupo, cinco unidades escolares do município foram selecionadas para o programa piloto se apresentado: Colégio Estadual Sol Nascente, Colégio Estadual Maria Zulmira Torres, Colégio Estadual Maria Veralba Ferraz, Colégio Municipal Professor Carlos Brandão e CIEP 479 Dr. Mário Simão Assaf. A proposta foi apresentada aos estudantes, e as Fichas de inscrição foram distribuídas aos interessados. Os alunos inscritos participaram de uma seleção, que avaliou não só critérios como histórico escolar, mas também a criatividade, comunicação, liderança, pró atividade, relação interpessoal, capacidade de produção, disponibilidade e responsabilidade.

Colhendo e analisando amostras de água (© Tatiana Horta)

Foram 71 estudantes inscritos na seleção, e desses, 30 foram selecionados. Os estudantes selecionados participaram de uma capacitação nos dias 14, 17 e 18 de setembro, com carga horária de 20 horas, com aulas teóricas e práticas na REGUA. Os estudantes capacitados participarão de coletas para análise de água mensalmente, junto com a equipe do projeto a partir de outubro, junto com a primeira turma capacitada.

São coletadas amostras de água em 12 pontos da bacia hidrográfica e os resultados são computados e analisados pelos jovens com a supervisão de profissionais da equipe do projeto. Esses resultados alimentam um banco de dados que vão gerar uma publicação que será finalizada em 2019.

Em homenagem a Gabriela Viana do GGV

Plataforma de cooperação trilateral compartilhada entre Moçambique, Alemanha e Brasil

Apesar de Moçambique e o Brasil distarem milhares de kilómetros um do outro geograficamente, ambos compartilham a mesma língua materna, possuem climas relativamente semelhantes e também interesses econômicos.

Poderão eles aprender um com o outro e se ajudar mutuamente? –  Desde 2006, o banco de Desenvolvimento Alemão GIZ vem promovendo um acordo de cooperação entre os dois países em diversos setores e, no final do ano passado, uma universidade do Rio de Janeiro convidou vários projetos de conservação de sucesso a compartilhar uma plataforma na internet visando aumentar a visibilidade dos mesmos e a promoção do turismo.

Os Delegados (© REGUA)

Tanto a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), quanto a Conservação Internacional (CI) participaram, tendo-se demonstrado que todos possuem interesse comum em ajudar outras organizações de ambos os países a se envolver e compartilhar experiências. Foi colocada a primeira pedra!