Category Archives: Aves

Corujinha-sapo (Megascops atricapilla)

A corujinha-sapo (Megascops atricapilla) fotografada por Adilei Cunha.

A corujinha-sapo (Megascops atricapilla) pertence a familia Strigidae que compreende todas as espécies de corujas do Brasil com exceção da coruja-da-igreja (Tyto furcata). A corujinha-sapo está presente no Sudeste do Brasil, no norte da Argentina e no leste do Paraguay. Segundo a classificação da IUCN sua categoria é de Pouco Preocupante (LC). De hábito crepuscular, como o da maioria das corujas, se alimenta de insetos variados, de roedores, de pequenos mamíferos e de aves de tamanho reduzido. Utilizam cavidades ocas de árvores e ninhos abandonados para nidificar. Estas corujinhas estão associadas com as florestas Ombrófilas densas bem preservadas.

Este registro foi feito por Adilei Cunha, que ouvia o seu canto há alguns dias, próximo à sua casa, decidindo uma noite aventurar-se pela mata à sua procura!

Macuco

A observação de aves exige muita atenção e resistência física de qualquer observador que se propõe a aventurar-se pela REGUA. O clima quente e úmido, característico da Mata Atlântica, as trilhas sinuosas e íngremes, somados à timidez natural dos pássaros, torna este hobby um verdadeiro desafio. Até a serrapilheira da floresta, composta por restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição, pode atrapalhar esta atividade, pois o ruído ao se pisar neste material, denuncia a presença de alguém nas trilhas. Uma das aves mais difíceis de ser avistada é o Macuco (Tinamus solitarius), uma grande ave terrestre que foi historicamente perseguida e estimada pela sua carne. O Macuco é endêmico da Mata Atlântica, se alimenta principalmente de insetos e é caracterizado como “Quase ameaçada” pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN.

Embora a caça tenha diminuído significativamente na REGUA, escuta-se ocasionalmente o canto desses pássaros na floresta, mesmo assim sendo bem difícil avistá-lo. Provavelmente é mais fácil encontrar um ninho no solo com alguns ovos verde-esmeralda, do que os próprios pássaros.

Adilei da Cunha, em uma das suas caminhadas, contou seu entusiasmo ao ouvir um adulto vocalizando e, ao tentar seguí-lo, encontrou apenas um filhote tentando se camuflar entre as folhas. Como estava bem escondido, foi difícil capturar uma imagem nítida. Foi um momento de alegria para Adilei, já que raramente vê esses pássaros na natureza. Esse é um bom sinal de que os esforços da REGUA para a proteção e conservação das florestas, estão contribuindo para o aumento da população de muitas espécies da fauna local.

Filhote de Macuco camuflado entre os galhos e folhas secas (© Nicholas Locke).

Uma Suindara fazendo ninho próximo à sede da REGUA.

Desconfiados de que toda noite estávamos recebendo a visita de algum predador noturno, finalmente descobrimos o ninho de uma misteriosa coruja! Conseguimos avistar no alto de um Pau d’alho, próxima à sede da REGUA, uma Suindara (Tyto furcata), também conhecida como Coruja-de-Igreja, que está nidificando em um oco desta mesma árvore.   

Suindara atenta aos movimentos e ruídos ao seu lado (© Nicholas Locke).

Esta espécie ocorre em todas as Américas, exceto nas regiões densamente florestadas da região amazônica. Tem preferência por habitar áreas abertas e semiabertas e é mais ativa no crepúsculo e à noite, podendo ser vista voando baixo ou em postes e cercas ao longo da estrada. Já de dia, dorme ou nidifica em torres de igrejas, sótãos de casa e ocos de árvores.  

Machos e fêmeas são muito parecidos, porém o macho pode ter o ventre branco enquanto a fêmea pode apresentar o peito mais manchado (creme a marrom-claro). Uma característica inconfundível da espécie é o formato do disco facial; forma de coração de cor branca com bordas marrom-ferrugem.   

Sua principal fonte de alimentação são os roedores e os invertebrados, e chega a caçar morcegos com menos frequência, assim como pequenos marsupiais, anfíbios, répteis e aves. Estudos mostraram que no estômago ocorre a separação dos pelos, ossos e outras partes não digeríveis, as quais formam pelotas, que posteriormente serão regurgitadas durante seu período menos ativo.  

Como boa coruja, a Suindara apresenta excelente visão noturna, sendo capaz de identificar presas mesmo em total escuridão. Mesmo ao som de pequenos ruídos, a sua excelente audição a ajuda a identificar suas presas escondidas na vegetação. Uma importante adaptação diz respeito às suas penas, que são macias e serrilhadas, permitindo um voo silencioso. Ela é uma excelente caçadora! 

Suindara (Tyto furcata) fazendo seu ninho no oco de um Pau d’álho (© Nicholas Locke).

O Socó-boi nos alagados da REGUA.

O Socó-boi predando um peixe do gênero Gymnotus (© Claudia Bauer).

O Socó-boi (Tigrisoma lineatum), comumente avistado nos alagados da REGUA,  é uma ave da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae. Seu nome em tupi-guarani, Taiaçu, significa tai = riscado e açu = grande, característica física dos indivíduos jovens (plumagem amarelo-clara com faixas transversais negras, garganta e ventre brancos e bico relativamente curto).

O peixe predado, do gênero Gymnotus, é capaz de liberar pequenas descargas elétricas, muitos vezes só captadas por aparelhos sensíveis (© Claudia Bauer).

É uma espécie que não apresenta dimorfismo sexual, e ao alcançar dois anos de idade, macho e fêmea passam a ter pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado, com um bico bastante longo. Vive em áreas úmidas, como brejos, pântanos, escondendo-se neste tipo de ambiente ribeirinho, ou mesmo em florestas. É comum vermos os Socó-bois em dias chuvosos e escuros, encontrando-se à vontade tanto com outras espécies diurnas, quanto noturnas.

É uma ave com hábitos solitários, que constrói seus ninhos no alto de árvores e arbustos, sendo composto de uma grande plataforma de gravetos. Durante a época de reprodução o adulto emite uma forte voz, que lembra o esturro da onça pintada ou o mugir de um boi. Quando se sente ameaçado, permanece imóvel até voar, indo encontrar abrigo no alto das árvores. Anda vagarosamente, ficando muitas vezes imóvel à espreita, e captura as suas presas dando-lhes golpes certeiros, com seu bico afiado. Come crustáceos, répteis, anfíbios, peixes e insetos.

Estes registros foram feitos pela bióloga Claudia Bauer, amante e renomada ornitóloga, membra do Clube de Observadores de Aves (COA) do Rio de Janeiro. Recentemente sua grande paixão tem sido a fotografia!

 

 

 

© Claudia Bauer

© Wikiaves

Pesquisa na REGUA

Dentre os poucos estudantes que visitaram a REGUA no ano atípico de 2020, em que as saídas de campo foram suspensas, está um grupo muito especial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), do laboratório de Ecologia de Rio e Córregos. O tema de pesquisa da doutouranda Beatriz Ferreira, busca avaliar se a forma de manejo de áreas de pasto, com árvores isoladas, diminui o efeito do desmatamento sobre o papel dos girinos de anuros (sapos, pererecas e rãs) em poças. Anuros usam locais com água acumulada para reprodução, tornando os girinos essenciais para a manutenção deste tipo de ambiente. A retirada da floresta afeta diretamente o desempenho dos Anuros.  

Nas saídas de campo, dois outros estudantes acompanharam a Beatriz, o Orlando de Marques Vogelbacher e o Jeferson Ribeiro Amaral, que registrou alguns dos momentos vivenciados por eles. Ao retratar uma simples saída de campo, algumas imagens realmente são capazes de tirar o nosso fôlego! Isso mostra, que além da importância da pesquisa, o quanto a dinâmica da natureza está presente ao nosso redor. Agradecemos aos estudantes pelo seu empenho e compartilhamento de lindas imagens!

Uma Coruja-buraqueira cuidando do seu ninho (© Jeferson Ribeiro Amaral).

 

Saíra-sete-cores na área comum da REGUA (© Jeferson Ribeiro Amaral).
Curica ou Papagaio-do-mangue (© Jeferson Ribeiro Amaral).

 

 

Trovoada-de-Bertoni

Trovoada-de-Bertoni <em>Drymophila rubricollis</em> (© Nicholas Locke)
Trovoada-de-Bertoni Drymophila rubricollis (© Nicholas Locke)

Aguas Compridas é uma área da Reserva que foi reflorestada em 2012 com um financiamento do World Land Trust.

Na semana passada, nosso guia de aves Adilei, escutou o canto da Trovoada-de-Bertoni Drymophila rubricollis nessa área. Esta ave é um endemismo da Mata Atlântica, sendo normalmente encontrada em elevações mais altas, entre 900 – 2000 metros acima do nível do mar. Como este pedaço de terra está a cerca de 95 metros acima do nível do mar, Adilei ficou surpreso ao ouvir a espécie lá.

Por volta das 8h, Adilei saiu de sua casa como de costume com seu par de binóculos confiáveis. Ele ouviu o chamado e acabou encontrando o páss aro neste pequeno pedaço de matagal secundário. Ele estava cantando de forma vibrante mas, infelizmente sem obter nenhuma resposta. Apenas este solitário pássaro macho foi avistado. Estaria simplesmente perdido, ou talvez chamando uma fêmea? Talvez tenha sido forçado a descer, pois está extraordinariamente frio no momento, mesmo para esta nossa temporada de inverno.

Será interessante ver se é escutado novamente. Infelizmente Adilei não tinha sua câmera com ele nesta ocasião, então aqui está uma foto de um outro indivíduo distinto que eu tirei recentemente, para destacar o quão deslumbrante este pássaro é.

Casal de jacurutus encontrados acasalando na REGUA!

Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)

Em outubro 2017, o guia de aves da REGUA, Adilei Carvalho da Cunha escutou a vocalização de uma jacurutu Bubo virginianus na comunidade de Matumbo próxima a REGUA. Com distribuição ampla, abrangendo grande parte da America do Norte, Central e Sul, faz tempo que se esperava inclui-la na lista de aves da REGUA. Este foi o primeiro registro na REGUA.

Infelizmente, não deu mais sinal de vida até há poucos dias atrás, em 18 de agosto 2018, quando finalmente Adilei viu a ave (primeiro avistamento registrado na REGUA). Ao retornar na manha seguinte com a sua camera, ele se deparou nao com uma ave solitaria mas com um casal. Enquanto observaba e fotografava o casal, qual nao foi seu espanto quando as aves começaram a acasalar na sua frente!

Este e um registro incrível e um novo registro de especie de coruja para a REGUA. A adição da jacurutu incrementou a lista de aves da REGUA para 479 especies! Parabéns Adilei pelo achado e documentação deste magnifico registro!

Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutu, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutu, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)

Projeto de reintrodução da Jacutinga (Aburria jacutinga) na REGUA

Em 2010, tendo em conta a alarmante situação de conservação da jacutinga e as constantes pressões ao habitat da espécie, teve início o “Programa de Conservação de Aves Cinegéticas da Mata Atlântica: Reintrodução e Monitoramento de Jacutingas (Aburria jacutinga)e.g. Projeto Jacutinga. O programa foi uma exigência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul com a finalidade de atender parte do passivo ambiental referente à licença de instalação do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (GASTAU) construído pela Petrobras.

A Fase I (2010-2013) do programa confirmou a raridade da jacutinga na Região da Serra do Mar e a necessidade de um reforço populacional urgente a fim de evitar a extinção local da espécie, considerada Criticamente Ameaçada (CR) de extinção pela lista de animais ameaçados no estado de São Paulo e Em Perigo (EN) de acordo com a lista Nacional de dezembro de 2014. No estado do Rio de Janeiro a espécie está extinta, tendo sido avistada pela última vez em 1978 no Itatiaia e em 1980 na Serra dos Órgãos; o que levou à extensão do programa de reintrodução da ave para a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).

Alecsandra Tassoni e Flávio Soffiati, veterinário do Projeto. (©  REGUA)

A Fase II (iniciada em 2014 e com duração prevista para cinco anos) visa a reintrodução e monitoramento de jacutingas na região da Serra da Mantiqueira em São Francisco Xavier na Serra da Mantiqueira, em áreas próximas ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba/São Paulo e na REGUA/Cachoeiras de Macacu, estado do Rio de Janeiro . Paralelamente, será estabelecido um protocolo de reintrodução e monitoramento destas aves de forma a poder ser replicado em outros locais onde a espécie está localmente extinta.

 As ações do projeto envolvem testes de sanidade das aves, preparação comportamental, reintrodução/soltura e monitoramento, educação e disseminação da importância da conservação da jacutinga e outras aves de Mata Atlântica. O apoio de zoológicos e dos criadouros conservacionistas de jacutingas, mediante fornecimento de aves para serem soltas é fundamental para o sucesso do projeto.

As jacutingas Thaty, Lily, Coffee e Carmen oriundas de cativeiro (3 da UENF e 1 do Parque das Aves) ficaram cerca de 6 meses no viveiro de reabilitação do Projeto Jacutinga em São Francisco Xavier para treinamentos de reconhecimento de predadores (aves de rapina, felinos e cães), teste alimentar, de voo e observações comportamentais. Após serem consideradas aptas para soltura foram transferidas para o viveiro de ambientação na REGUA onde passarão um mês de aclimatação antes da soltura.  Após a reintrodução serão monitoradas através de transmissores de localização via rádio, busca ativa e pela participação da comunidade local incentivando a prática de observação de aves.

Alecsandra, Flávio, Raquel e Rildo transportando a primeira jacutinga para o viveiro (© REGUA)

 

O projeto realizou a primeira soltura em junho de 2016 e até o momento foram 12 jacutingas soltas na Serra da Mantiqueira e 06 na Serra do Mar, totalizando 18 indivíduos.

Este projeto é realizado pela SAVE Brasil e patrocinado pela Fundação Grupo Boticário no RJ e pela Petrobras em SP.

 Alecsandra Tassoni, coordenadora do Projeto Jacutinga da SAVE Brasil

Avistamentos de aves de outubro

O mes de outubro se apresentou com temperaturas altas e chuvas irregulares ao longo do mês. Muitas espécies já tem se deslocado para áreas mais altas atraidas pela temperatura mais amena. Ao mesmo tempo, podemos perceber um maior número de éspecies procriando nas áreas alagadas e visitando o jardim da pousada.

O destaque do mês foi o primer avistamento e registro fotográfico para Rio de Janeiro state do flamingo-grande-dos-andes durante uma excursão à Cabo Frio.

Na REGUA, a área dos alagados continua nos proporcionando a possibilidade de avistar a picaparra (04 individuos, possivelmente um número record no estado do Rio de Janeiro), assim como arapapá, guaracava-de-crista-alaranjada (muito diifícil de ser avistada), saracura-lisa, sanã-castanha, sanã-parda, bacurau a cardeal-do-nordeste (difícil de ser avistado nos alagados). Na Trilha Marrom podemos observar o crescente número de avistamentos de espécies de interior de floresta tais como formigueiro-assobiador, pintadinho, choca-de-sooretama e murucututu-de-barriga-amarela.

Os destaques na Trilha Verde incluem as seguintes espécies: chibante, cigarra-verdadeira, gavião-pombo-pequeno, gavião-pega-macaco, tangarazinho, barbudo-rajado, estalador, beija-flor-rajado, araçari-poca, araponga, juruva-verde a galinha-do-mato.

Na Trilha Cinza, outra das atrações da REGUA é o patinho-gigante que foi avistado junto à choquinha-pequena, macuru-de-barriga-castanha e caburé-miudinho. Na Trilha 4×4, a borralhara o foi ouvida/o assim como a araponga numa área restaurada dois anos atrás perto do rio Guapiaçu.

Na Trilha do Waldenoor outro borralhara foi ouvido, como foi o choquinha-pequena, mas 2 topetinho-vermelho macho, benedito-de-testa-amarela, arapaçu-de-garganta-branca e araçari-poca foram vistos.

Nas excursões noturnas foram avistados, narcejão, bacurau-tesoura, narceja, sanã-carijó, tesoura-do-brejo e pica-pau-branco foram vistos.

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Tachuri-campainha Hemitriccus nidipendulus (© Nicholas Locke)

As excursões organizadas fora da REGUA tem sido muito produtivas no avistastamento de aves. Para começar, a excursão a restinga de Cabo Frio proporcionou os seguintes avistamentos: formigueiro-do-litoral, colhereiro, piru-piru, maçarico-de-bico-torto, maçarico-grande-de-perna-amarela, maçarico-de-perna-amarela, tachuri-campainha, vite-vite e claro, o flamingo-grande-dos-andes.

A excursão ao Pico do Caledônia proporcionou o avistamento de um número bem significativo de aves endêmicas de altitude tais como Saudade-de-asa-cinza, tesourinha-da-mata, um cabecinha-castanha feminino, borralhara-assobiadora, choquinha-carijó, choquinha-da-serra, pica-pau-dourado, beija-flor-de-topete, beija-flor-de-papo-branco, joão-porca, trepadorzinho, arapaçu-de-bico-torto, tesoura-cinzenta, fruxu-do-carrasco, sanhaçu-frade, peito-pinhão e bico-de-veludo. Enquanto em Macaé de Cima, saudade, trovoada-de-bertoni e matracão estavam entre as espécies observadas.

Na excursão a Sumidouro foram avistados o muito procurado cuitelão assim como espécies de areas abertas como maracanã-verdadeira, tietinga, formigueiro-da-serra, tico-tico-do-mato, joão-pobre, cochicho, tachuri-campainha, pia-cobra, azulão, beija-flor-de-peito-azul, sovi e gavião-de-rabo-branco.

Finalmente, uma referência (porém com atraso) do avistamento da tesourinha-da-mata na Trillha Verde no mês de setembro.

Flamingo-grande-dos-andes em Cabo Frio – o primeiro registro para o estado do Rio de Janeiro

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flamingo-grande-dos-andes Phoenicoparrus andinus, Cabo Frio, 16 de outubro de 2016 (© Alan Martin)

Aos nossos internautas que repararam uma notícia sobre um flamingo-chileno Phoenicopterus chilensis visto em Cabo Frio em 16 de outubro foi removido. Bem, há uma razão emocionante para isso, o pássaro foi corretamente re-identificado como um flamingo andino ou flamingo-grande-dos-andes Phoenicoparrus andinus, e o primeiro registro para o estado do Rio de Janeiro!

Inicialmente cogitado a ser um flamingo-chileno por Alan Martin e grupo. Após muitas fotos e diversos diálogos verificaram alguns dias mais tarde que a verdadeira identidade do pássaro tinha ficado claro. A notícia do pássaro foi postada e vários avistadores locais já estavam fazendo a viagem a Cabo Frio para vê-la. Até o dia 6 de novembro há relatos que, todavia, estava presente, as fotos podem ser vistas no WikiAves.

O flamingo-grande-dos-andes é a espécie de flamingo rara, principalmente restrita aos lagos salgados do altiplano do sul do Peru, Bolívia, norte do Chile e noroeste da Argentina. São migrantes altitudinais, que se deslocam para baixas elevações no inverno, estas espécies vagrantes chegaram até a província de Buenos Aires na Argentina, na Amazônia brasileira e na costa sul do Brasil, onde foram encontrados rebanhos de até 32 indivíduos juntos. O pássaro em Cabo Frio é de longe a ocorrência mais oriental desta espécie.

Parabéns ao Alan Martin e o Limosa birding grupo por encontrar e fotografar o pássaro, e especialmente para Gabriel Mello por re-identificar o pássaro.