O Socó-boi nos alagados da REGUA.

O Socó-boi predando um peixe do gênero Gymnotus (© Claudia Bauer).

O Socó-boi (Tigrisoma lineatum), comumente avistado nos alagados da REGUA,  é uma ave da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae. Seu nome em tupi-guarani, Taiaçu, significa tai = riscado e açu = grande, característica física dos indivíduos jovens (plumagem amarelo-clara com faixas transversais negras, garganta e ventre brancos e bico relativamente curto).

O peixe predado, do gênero Gymnotus, é capaz de liberar pequenas descargas elétricas, muitos vezes só captadas por aparelhos sensíveis (© Claudia Bauer).

É uma espécie que não apresenta dimorfismo sexual, e ao alcançar dois anos de idade, macho e fêmea passam a ter pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado, com um bico bastante longo. Vive em áreas úmidas, como brejos, pântanos, escondendo-se neste tipo de ambiente ribeirinho, ou mesmo em florestas. É comum vermos os Socó-bois em dias chuvosos e escuros, encontrando-se à vontade tanto com outras espécies diurnas, quanto noturnas.

É uma ave com hábitos solitários, que constrói seus ninhos no alto de árvores e arbustos, sendo composto de uma grande plataforma de gravetos. Durante a época de reprodução o adulto emite uma forte voz, que lembra o esturro da onça pintada ou o mugir de um boi. Quando se sente ameaçado, permanece imóvel até voar, indo encontrar abrigo no alto das árvores. Anda vagarosamente, ficando muitas vezes imóvel à espreita, e captura as suas presas dando-lhes golpes certeiros, com seu bico afiado. Come crustáceos, répteis, anfíbios, peixes e insetos.

Estes registros foram feitos pela bióloga Claudia Bauer, amante e renomada ornitóloga, membra do Clube de Observadores de Aves (COA) do Rio de Janeiro. Recentemente sua grande paixão tem sido a fotografia!

 

 

 

© Claudia Bauer

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