RPPN RESERVA ECOLOGICA DE GUAPIACU – REGUA I,II,III (Chanceladas pelo INEA em 2013,2014, 2017 respectivamente).

O livro “10 anos de apoio a conservação da biodiversidade- Programa Estadual de Reservas Particulares do Patrimonio Natural- do INEA” – foi apresentado e distribuido durante evento aberto ao publico interessado. Proprietários de terras, autoridades e equipe técnica do INEA, representantes do governo estadual e municipal, representantes da Confederação Nacional de RPPNs, representantes de ONGs se reuniram no Museu do Amanhã, centro da cidade do Rio de Janeiro, para comemorar o resultado obtido nesta ultima década referente ao incentive do INEA na criação de 85 RPPNs que protegem 8 mil hectares no estado do Rio de Janeiro. As RPPNs (Reservas Particulares do Patrimonio Natural) sao criadas pela livre e espontanea vontade do proprietário em caráter de perpetuidade. A figura jurídica das RPPNs esta contemplada no Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC conforme previsão da Lei Federal 9985/2000.

Depoimento do Nicholas e Raquel Locke

O Brasil tem varios biomas e, neles, muitas das paisagens mais belas do planeta. Nao faltam montanhas , rios, cachoeiras, praias e florestas com flora e fauna especificas. Pensando na sua proteção, o governo nos brindou com uma parceria através do termo RPPN. A criação de RPPNs permite que aqueles proprietários que se preocupam com a  perpetua conservação das sus propriedades criem seus santuarios, chancelados pelo governo e protegidos por lei. O governo ganha com o aumento das areas protegidas e os RPPNistas garantem a preservação das mesmas. Com o novo Código Florestal, recomendo que todos os proprietários transformem suas Reservas Legais e Areas de Proteção Permanente (APPS) em RPPNs, ganhando anuencia da Receita Federal, redução de impostos e futuros beneficios através de pagamento por serviços ambientais.

Com isso, teríamos uma definição territorial melhor, facilitando o planejamento e a gestão da paisagem, alem da tranquilidade fiscal. Assim, garantimos a preservação da nossa imensa biodiversidade, e as futuras gerações ganham um pais mais bonito. Olha que maravilha!

 

Vigiando o ninho das abelhas

Michael Patrikeev, um amigo Canadense de longa data, ex-voluntário e apoiante da REGUA, enviou esta incrível fotografia de abelhas nativas sem ferrão – Scaptotrigona xanthotricha, também conhecida como Mandaguari Amarela – juntamente com esta explicação do comportamento registrado pela foto:

“Esta espécie, restrita à Mata Atlântica do sudeste brasileiro, habita a floresta úmida  primária e secundária madura, onde constrói ninhos em cavidades e fendas de árvores. A imagem mostra as abelhas guardando as estruturas elaboradas na entrada do ninho. Estas estruturas, que se assemelham a fungos de árvores, são feitas de cera.

Ninho de Scaptotrigona xanthotricha (© Michael Patrikeev)

Observe as marcas de garras abaixo do ninho à esquerda. Essas abelhas são conhecidas por produzir um mel de boa qualidade, e talvez algum mamífero tenha tentado roubar previamente o ninho”.

Esta é apenas uma das inúmeras espécies florestais protegidas na REGUA. Cada informação que encontramos continua a reforçar a importância do trabalho que a equipe da REGUA e seus apoiadores tornam possível.

Mais informações e documentação fotográfica da Biodiversidade da REGUA podem ser encontradas no website de Michael:

http://www.wildnatureimages.org/Insects/Hymenoptera/Apidae-bees/Scaptotrigona-xanthotricha.html

Em homenagem a Gabriela Viana do GGV

Casal de jacurutus encontrados acasalando na REGUA!

Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)

Em outubro 2017, o guia de aves da REGUA, Adilei Carvalho da Cunha escutou a vocalização de uma jacurutu Bubo virginianus na comunidade de Matumbo próxima a REGUA. Com distribuição ampla, abrangendo grande parte da America do Norte, Central e Sul, faz tempo que se esperava inclui-la na lista de aves da REGUA. Este foi o primeiro registro na REGUA.

Infelizmente, não deu mais sinal de vida até há poucos dias atrás, em 18 de agosto 2018, quando finalmente Adilei viu a ave (primeiro avistamento registrado na REGUA). Ao retornar na manha seguinte com a sua camera, ele se deparou nao com uma ave solitaria mas com um casal. Enquanto observaba e fotografava o casal, qual nao foi seu espanto quando as aves começaram a acasalar na sua frente!

Este e um registro incrível e um novo registro de especie de coruja para a REGUA. A adição da jacurutu incrementou a lista de aves da REGUA para 479 especies! Parabéns Adilei pelo achado e documentação deste magnifico registro!

Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutus, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutu, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)
Jacurutu, REGUA, 19 de agosto 2018 (© Adilei Carvalho da Cunha)

Espécie nova de Odonata (Zygoptera / donzelinha) da REGUA

É com muita satisfação que anunciamos a publicação de mais uma espécie nova para a ciência encontrada na REGUA.

O artigo de Ângelo Parise Pinto e Tom Kompier pode ser lido ou baixado aqui: “In honor of conservation of the Brazilian Atlantic Forest: description of two new damselflies of the genus Forcepsioneura discovered in private protected areas (Odonata: Coenagrionidae)

Forcepsioneura regua sp. nov. (© Tom Kompier)

A nova espécie pertence ao gênero Forcepsioneura (endémico da Mata Atlântica), tendo sido denominada de F. regua sp. nov.

A contribuição de Tom para nosso conhecimento da fauna local de libélulas (lavadeiras) e donzelinhas tem sido magnífica e aporta evidencia muito valiosa sobre a importância  e valor biológico desta Reserva da Natureza. Ele iniciou sua pesquisa de campo visando o inventário das espécies de Odonata da região em 2012, efetuando viagens a cada dois meses  desde a Holanda até à REGUA ao longo de 2013 afim de cobrir as distintas estações do ano;  identificando 204 species na alta bacia do rio Guapiaçu, desde a baixada até à região montanhosa de Salinas na região dos Três Picos.  Tom recebeu apoio de Ângelo Pinto e do Professor Alcimar Carvalho do Museu Nacional /UFRJ, tendo o resultado sido publicado sob a forma de um guia de campo para os Odonata da Serra dos Órgãos (veja detalhes em Publicações).

Posteriormente, Tom se mudou para o Vietnã a serviço da Cooperação da Embaixada da Holanda nesse país asiático, onde passou dois anos percorrendo o mesmo de ponta a ponta para fazer o guia de campo definitivo das espécies de libélulas dessa nação!

A diferença principal entre lavadeiras e donzelinhas é a posição em repouso das asas; nas primeiras elas se estendem perpendicularmente ao corpo e nas demais estão apostas dorsalmente e alinhadas com o eixo do mesmo.

Desde antão a REGUA tem recebido visitas anuais guiadas por Tom para observar e fotografar Odonata, sendo possível ver cerca de 160 espécies diferentes num espaço de 8 dias!!

Mais uma vez, muito obrigado Tom por sua determinação exemplar e magnífica contribuição; tendo o seu trabalho nos inspirado para proseguir com projetos semelhantes no que tange a formigas, borboletas e aranhas.

Projeto de reintrodução da Jacutinga (Aburria jacutinga) na REGUA

Em 2010, tendo em conta a alarmante situação de conservação da jacutinga e as constantes pressões ao habitat da espécie, teve início o “Programa de Conservação de Aves Cinegéticas da Mata Atlântica: Reintrodução e Monitoramento de Jacutingas (Aburria jacutinga)e.g. Projeto Jacutinga. O programa foi uma exigência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul com a finalidade de atender parte do passivo ambiental referente à licença de instalação do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (GASTAU) construído pela Petrobras.

A Fase I (2010-2013) do programa confirmou a raridade da jacutinga na Região da Serra do Mar e a necessidade de um reforço populacional urgente a fim de evitar a extinção local da espécie, considerada Criticamente Ameaçada (CR) de extinção pela lista de animais ameaçados no estado de São Paulo e Em Perigo (EN) de acordo com a lista Nacional de dezembro de 2014. No estado do Rio de Janeiro a espécie está extinta, tendo sido avistada pela última vez em 1978 no Itatiaia e em 1980 na Serra dos Órgãos; o que levou à extensão do programa de reintrodução da ave para a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).

Alecsandra Tassoni e Flávio Soffiati, veterinário do Projeto. (©  REGUA)

A Fase II (iniciada em 2014 e com duração prevista para cinco anos) visa a reintrodução e monitoramento de jacutingas na região da Serra da Mantiqueira em São Francisco Xavier na Serra da Mantiqueira, em áreas próximas ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba/São Paulo e na REGUA/Cachoeiras de Macacu, estado do Rio de Janeiro . Paralelamente, será estabelecido um protocolo de reintrodução e monitoramento destas aves de forma a poder ser replicado em outros locais onde a espécie está localmente extinta.

 As ações do projeto envolvem testes de sanidade das aves, preparação comportamental, reintrodução/soltura e monitoramento, educação e disseminação da importância da conservação da jacutinga e outras aves de Mata Atlântica. O apoio de zoológicos e dos criadouros conservacionistas de jacutingas, mediante fornecimento de aves para serem soltas é fundamental para o sucesso do projeto.

As jacutingas Thaty, Lily, Coffee e Carmen oriundas de cativeiro (3 da UENF e 1 do Parque das Aves) ficaram cerca de 6 meses no viveiro de reabilitação do Projeto Jacutinga em São Francisco Xavier para treinamentos de reconhecimento de predadores (aves de rapina, felinos e cães), teste alimentar, de voo e observações comportamentais. Após serem consideradas aptas para soltura foram transferidas para o viveiro de ambientação na REGUA onde passarão um mês de aclimatação antes da soltura.  Após a reintrodução serão monitoradas através de transmissores de localização via rádio, busca ativa e pela participação da comunidade local incentivando a prática de observação de aves.

Alecsandra, Flávio, Raquel e Rildo transportando a primeira jacutinga para o viveiro (© REGUA)

 

O projeto realizou a primeira soltura em junho de 2016 e até o momento foram 12 jacutingas soltas na Serra da Mantiqueira e 06 na Serra do Mar, totalizando 18 indivíduos.

Este projeto é realizado pela SAVE Brasil e patrocinado pela Fundação Grupo Boticário no RJ e pela Petrobras em SP.

 Alecsandra Tassoni, coordenadora do Projeto Jacutinga da SAVE Brasil

Plataforma de cooperação trilateral compartilhada entre Moçambique, Alemanha e Brasil

Apesar de Moçambique e o Brasil distarem milhares de kilómetros um do outro geograficamente, ambos compartilham a mesma língua materna, possuem climas relativamente semelhantes e também interesses econômicos.

Poderão eles aprender um com o outro e se ajudar mutuamente? –  Desde 2006, o banco de Desenvolvimento Alemão GIZ vem promovendo um acordo de cooperação entre os dois países em diversos setores e, no final do ano passado, uma universidade do Rio de Janeiro convidou vários projetos de conservação de sucesso a compartilhar uma plataforma na internet visando aumentar a visibilidade dos mesmos e a promoção do turismo.

Os Delegados (© REGUA)

Tanto a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), quanto a Conservação Internacional (CI) participaram, tendo-se demonstrado que todos possuem interesse comum em ajudar outras organizações de ambos os países a se envolver e compartilhar experiências. Foi colocada a primeira pedra!

Projeto Guapiaçu Grande Vida renovação 2017-2019

Equipe Guapiaçu Grande Vida
Equipe Guapiaçu Grande 1 Fevereiro 2018 (© Thomas Locke)

Com muita alegria anunciamos o retorno do bem-sucedido projeto Guapiaçu Grande Vida (GGV) patrocinado pelo edital Petrobras Ambiental que visa contribuir para o fortalecimento do ecossistema da alta bacia do rio Guapiaçu onde a REGUA se encontra inserida.

A restauração florestal e a educação ambiental são os dois pilares desta reedição do projeto GGV que teve um desempenho impecável nestas duas áreas na sua primeira versão (2013-2015).

O lançamento oficial do projeto GGV (2017-2019) aconteceu no dia 21 de setembro 2017 no auditório da Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu. Representantes da Petrobras, autoridades municipais e membros da sociedade civil organizada compareceram para prestigiar o evento.

O projeto GGV realizado pela REGUA com patrocínio da Petrobras fechou uma parceria estratégica com a Secretaria Municipal de Educação. Dois profissionais do ensino da rede municipal foram cedidos para auxiliar nos trabalhos desenvolvidos pela equipe de educação ambiental deste projeto.

Visita à REGUA – Professor Carlos Quintanilha e alunos da rede pública de Cachoeiras de Macacu, Marcha 2018 (© Vitória Lima)

A trilha interpretativa “GGV” na área dos alagados da REGUA será o carro-chefe da visitação escolar prevista no desenrolar do projeto, sendo que parte essencial da mesma será adaptada para o uso por parte de pessoas portadoras de necessidades especiais.

O programa piloto de ‘Monitoramento da Qualidade dos Recursos Hídricos da bacia Guapi-Macacu’ está sendo realizado com estudantes do Colégio Municipal Carlos Brandão e o CIEP 479 Dr Mario Simão Assaf. Numa primeira fase foram selecionados 20 jovens não só pelo seu desempenho escolar, como também atendendo aos quesitos de liderança, responsabilidade, disponibilidade e criatividade. Estes jovens participarem de aulas de capacitação teórica-prática (20 horas) no centro de Visitantes da REGUA. As amostras de água coletadas em 12 pontos dos rios da região serão analisadas pelos jovens com a supervisão da equipe GGV. Os resultados alimentarão um diagnóstico real das condições dos rios do município.

Reflorestadores na área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Reflorestadores na área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)

Estão planejados também cursos práticos e teóricos para restauradores, cursos de capacitação para professores e oficinas de formação de condutores de trilhas.

A restauração florestal retomada pelo projeto GGV por meio do patrocínio da Petrobras será levada a cabo em uma área de 60 hectares conhecida como ‘Morro do Pai Velho’. Todas as mudas a serem plantadas são oriundas do nosso viveiro – o qual tem uma capacidade de produção de mais de 120.000 mudas/ano – produzidas a partir de sementes coletadas localmente.

Equipe GGV patrocinada pela Petrobras Ambiental /2017-2019:

Gabriela V. Moreira, Gerente de Projeto
Tatiana Horta, Gerente de Educação Ambiental
Lorena Asevedo, Geógrafa
Aline Damasceno, Engenheira Florestal
Nathalie Horta, Mídias Sociais e Comunicação
Ana Carolina Moreira, Gerente Administrativa e Pedagoga
Vitória Dias Lima, Auxiliar Administrativo
Carlos Quintanilha, Educador Ambiental
Patrick Oliveira, Educador Ambiental

Área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Visita à REGUA – Ana Carolina Moreira e o Professor Carlos Quintanilha com alunos da rede pública de Cachoeiras de Macacu (© Vitória Lima)

Borboleta rara encontrada na REGUA

Ortilia polinella
Fêmea de Ortilia polinella (© Duncan McGeough)

O projeto do próximo guia de campo da REGUA – Guia de Observação das Borboletas da Serra dos Órgãos – está progredindo, e com ele têm surgido conhecimentos novos sobre a fauna local de borboletas, juntamente com registros novos baseados em fotografias de hóspedes, voluntários e demais visitantes, que não param de chegar.

Uma notável raridade da Mata Atlântica foi encontrada em outubro de 2013 por Duncan McGeough, um voluntário da Alemanha, a apenas 30 metros do escritório da REGUA. Ortilia polinella (A. Hall, 1928), uma borboleta ‘prima’ das  Fritillarias da Europa como Melitaea cinxia. Esta espécie é conhecida de menos de meia dúzia de localidades nos estados brasileiros de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; sendo também muito raramente encontrada em coleções (apenas três fêmeas e seis machos no Museu de História Natural, Londres ). Um achado estupendo!

Os adultos são encontrados principalmente em matas, nas áreas e locais iluminados pelo Sol (bordas, pequenas clareiras, ao longo de trilhas, etc). Sua biologia é desconhecida, mas outras espécies do gênero usam espécies de Justicia (Acanthaceae) como plantas alimentícias das larvas. A foto mostra um exemplar feminino desgastado, descansando e tomando sol entre vôos exploratórios curtos para encontrar uma planta para ovipositar.

Duncan também ajudou com a criação do folheto de mariposas da REGUA que os hóspedes podem pegar na pousada, com 60 espécies comuns facilmente observadas no muro das mariposas.

Mais informações sobre Ortilia polinella podem ser encontradas aqui:

Fotos digitais de espécimes: http://butterfliesofamerica.com/L/t/Ortilia_polinella_a.htm

Revisão de Phyciodes/Ortilia por Higgins : http://archive.org/stream/bulletinofbritis43entolond#page/119/mode/1up

No microuniverso das bromélias

Juliana em pleno trabalho no seu experimento nas pastagens do Campestre, em Guapiaçu.

Quando observamos um riacho, é impossível não perceber a quantidade de folhas que nele caem. As folhas da vegetação ao seu redor representam uma importante fonte de energia para os organismos aquáticos. Contudo, apesar de serem encontradas em grande quantidade, esse alimento possui uma qualidade inferior relativamente às algas, também encontradas em ambientes aquáticos. Está em curso atualmente, um grande debate na área de Ecologia de Ecossistemas sobre qual deles é o alimento mais importante para as relações alimentares entre organismos aquáticos: as folhas mortas, em grande quantidade; ou as algas, de melhor qualidade?

Para obter uma resposta, Juliana Leal (MNRJ) utiliza bromélias-tanque como ecossistemas-modelo. As bromélias possuem muitas similaridades com os grandes ambientes aquáticos de água doce, especialmente em relação à presença de algas e folhas mortas como principais fontes de alimento para os organismos que a habitam. Através da sobreposição de diferentes malhas de sombrites, ela conseguiu 12 diferentes níveis de penetração de luz na água armazenada nas bromélias. Como as algas necessitam de luz para produzir seu alimento, a sua quantidade será afetada pela disponibilidade da mesma. Assim, Juliana espera verificar como os insetos aquáticos utilizam as algas e as folhas mortas como alimento: quanto maior a disponibilidade de algas, mais os insetos as consomem? – Ou existe uma quantidade mínima de algas necessária para que os organismos a utilizem como principal alimento?