Espécie nova de Odonata (Zygoptera / donzelinha) da REGUA

É com muita satisfação que anunciamos a publicação de mais uma espécie nova para a ciência encontrada na REGUA.

O artigo de Ângelo Parise Pinto e Tom Kompier pode ser lido ou baixado aqui: “In honor of conservation of the Brazilian Atlantic Forest: description of two new damselflies of the genus Forcepsioneura discovered in private protected areas (Odonata: Coenagrionidae)

Forcepsioneura regua sp. nov. (© Tom Kompier)

A nova espécie pertence ao gênero Forcepsioneura (endémico da Mata Atlântica), tendo sido denominada de F. regua sp. nov.

A contribuição de Tom para nosso conhecimento da fauna local de libélulas (lavadeiras) e donzelinhas tem sido magnífica e aporta evidencia muito valiosa sobre a importância  e valor biológico desta Reserva da Natureza. Ele iniciou sua pesquisa de campo visando o inventário das espécies de Odonata da região em 2012, efetuando viagens a cada dois meses  desde a Holanda até à REGUA ao longo de 2013 afim de cobrir as distintas estações do ano;  identificando 204 species na alta bacia do rio Guapiaçu, desde a baixada até à região montanhosa de Salinas na região dos Três Picos.  Tom recebeu apoio de Ângelo Pinto e do Professor Alcimar Carvalho do Museu Nacional /UFRJ, tendo o resultado sido publicado sob a forma de um guia de campo para os Odonata da Serra dos Órgãos (veja detalhes em Publicações).

Posteriormente, Tom se mudou para o Vietnã a serviço da Cooperação da Embaixada da Holanda nesse país asiático, onde passou dois anos percorrendo o mesmo de ponta a ponta para fazer o guia de campo definitivo das espécies de libélulas dessa nação!

A diferença principal entre lavadeiras e donzelinhas é a posição em repouso das asas; nas primeiras elas se estendem perpendicularmente ao corpo e nas demais estão apostas dorsalmente e alinhadas com o eixo do mesmo.

Desde antão a REGUA tem recebido visitas anuais guiadas por Tom para observar e fotografar Odonata, sendo possível ver cerca de 160 espécies diferentes num espaço de 8 dias!!

Mais uma vez, muito obrigado Tom por sua determinação exemplar e magnífica contribuição; tendo o seu trabalho nos inspirado para proseguir com projetos semelhantes no que tange a formigas, borboletas e aranhas.

Projeto de reintrodução da Jacutinga (Aburria jacutinga) na REGUA

Em 2010, tendo em conta a alarmante situação de conservação da jacutinga e as constantes pressões ao habitat da espécie, teve início o “Programa de Conservação de Aves Cinegéticas da Mata Atlântica: Reintrodução e Monitoramento de Jacutingas (Aburria jacutinga)e.g. Projeto Jacutinga. O programa foi uma exigência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul com a finalidade de atender parte do passivo ambiental referente à licença de instalação do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (GASTAU) construído pela Petrobras.

A Fase I (2010-2013) do programa confirmou a raridade da jacutinga na Região da Serra do Mar e a necessidade de um reforço populacional urgente a fim de evitar a extinção local da espécie, considerada Criticamente Ameaçada (CR) de extinção pela lista de animais ameaçados no estado de São Paulo e Em Perigo (EN) de acordo com a lista Nacional de dezembro de 2014. No estado do Rio de Janeiro a espécie está extinta, tendo sido avistada pela última vez em 1978 no Itatiaia e em 1980 na Serra dos Órgãos; o que levou à extensão do programa de reintrodução da ave para a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).

Alecsandra Tassoni e Flávio Soffiati, veterinário do Projeto. (©  REGUA)

A Fase II (iniciada em 2014 e com duração prevista para cinco anos) visa a reintrodução e monitoramento de jacutingas na região da Serra da Mantiqueira em São Francisco Xavier na Serra da Mantiqueira, em áreas próximas ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba/São Paulo e na REGUA/Cachoeiras de Macacu, estado do Rio de Janeiro . Paralelamente, será estabelecido um protocolo de reintrodução e monitoramento destas aves de forma a poder ser replicado em outros locais onde a espécie está localmente extinta.

 As ações do projeto envolvem testes de sanidade das aves, preparação comportamental, reintrodução/soltura e monitoramento, educação e disseminação da importância da conservação da jacutinga e outras aves de Mata Atlântica. O apoio de zoológicos e dos criadouros conservacionistas de jacutingas, mediante fornecimento de aves para serem soltas é fundamental para o sucesso do projeto.

As jacutingas Thaty, Lily, Coffee e Carmen oriundas de cativeiro (3 da UENF e 1 do Parque das Aves) ficaram cerca de 6 meses no viveiro de reabilitação do Projeto Jacutinga em São Francisco Xavier para treinamentos de reconhecimento de predadores (aves de rapina, felinos e cães), teste alimentar, de voo e observações comportamentais. Após serem consideradas aptas para soltura foram transferidas para o viveiro de ambientação na REGUA onde passarão um mês de aclimatação antes da soltura.  Após a reintrodução serão monitoradas através de transmissores de localização via rádio, busca ativa e pela participação da comunidade local incentivando a prática de observação de aves.

Alecsandra, Flávio, Raquel e Rildo transportando a primeira jacutinga para o viveiro (© REGUA)

 

O projeto realizou a primeira soltura em junho de 2016 e até o momento foram 12 jacutingas soltas na Serra da Mantiqueira e 06 na Serra do Mar, totalizando 18 indivíduos.

Este projeto é realizado pela SAVE Brasil e patrocinado pela Fundação Grupo Boticário no RJ e pela Petrobras em SP.

 Alecsandra Tassoni, coordenadora do Projeto Jacutinga da SAVE Brasil

Plataforma de cooperação trilateral compartilhada entre Moçambique, Alemanha e Brasil

Apesar de Moçambique e o Brasil distarem milhares de kilómetros um do outro geograficamente, ambos compartilham a mesma língua materna, possuem climas relativamente semelhantes e também interesses econômicos.

Poderão eles aprender um com o outro e se ajudar mutuamente? –  Desde 2006, o banco de Desenvolvimento Alemão GIZ vem promovendo um acordo de cooperação entre os dois países em diversos setores e, no final do ano passado, uma universidade do Rio de Janeiro convidou vários projetos de conservação de sucesso a compartilhar uma plataforma na internet visando aumentar a visibilidade dos mesmos e a promoção do turismo.

Os Delegados (© REGUA)

Tanto a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), quanto a Conservação Internacional (CI) participaram, tendo-se demonstrado que todos possuem interesse comum em ajudar outras organizações de ambos os países a se envolver e compartilhar experiências. Foi colocada a primeira pedra!

Projeto Guapiaçu Grande Vida renovação 2017-2019

Equipe Guapiaçu Grande Vida
Equipe Guapiaçu Grande 1 Fevereiro 2018 (© Thomas Locke)

Com muita alegria anunciamos o retorno do bem-sucedido projeto Guapiaçu Grande Vida (GGV) patrocinado pelo edital Petrobras Ambiental que visa contribuir para o fortalecimento do ecossistema da alta bacia do rio Guapiaçu onde a REGUA se encontra inserida.

A restauração florestal e a educação ambiental são os dois pilares desta reedição do projeto GGV que teve um desempenho impecável nestas duas áreas na sua primeira versão (2013-2015).

O lançamento oficial do projeto GGV (2017-2019) aconteceu no dia 21 de setembro 2017 no auditório da Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu. Representantes da Petrobras, autoridades municipais e membros da sociedade civil organizada compareceram para prestigiar o evento.

O projeto GGV realizado pela REGUA com patrocínio da Petrobras fechou uma parceria estratégica com a Secretaria Municipal de Educação. Dois profissionais do ensino da rede municipal foram cedidos para auxiliar nos trabalhos desenvolvidos pela equipe de educação ambiental deste projeto.

Visita à REGUA – Professor Carlos Quintanilha e alunos da rede pública de Cachoeiras de Macacu, Marcha 2018 (© Vitória Lima)

A trilha interpretativa “GGV” na área dos alagados da REGUA será o carro-chefe da visitação escolar prevista no desenrolar do projeto, sendo que parte essencial da mesma será adaptada para o uso por parte de pessoas portadoras de necessidades especiais.

O programa piloto de ‘Monitoramento da Qualidade dos Recursos Hídricos da bacia Guapi-Macacu’ está sendo realizado com estudantes do Colégio Municipal Carlos Brandão e o CIEP 479 Dr Mario Simão Assaf. Numa primeira fase foram selecionados 20 jovens não só pelo seu desempenho escolar, como também atendendo aos quesitos de liderança, responsabilidade, disponibilidade e criatividade. Estes jovens participarem de aulas de capacitação teórica-prática (20 horas) no centro de Visitantes da REGUA. As amostras de água coletadas em 12 pontos dos rios da região serão analisadas pelos jovens com a supervisão da equipe GGV. Os resultados alimentarão um diagnóstico real das condições dos rios do município.

Reflorestadores na área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Reflorestadores na área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)

Estão planejados também cursos práticos e teóricos para restauradores, cursos de capacitação para professores e oficinas de formação de condutores de trilhas.

A restauração florestal retomada pelo projeto GGV por meio do patrocínio da Petrobras será levada a cabo em uma área de 60 hectares conhecida como ‘Morro do Pai Velho’. Todas as mudas a serem plantadas são oriundas do nosso viveiro – o qual tem uma capacidade de produção de mais de 120.000 mudas/ano – produzidas a partir de sementes coletadas localmente.

Equipe GGV patrocinada pela Petrobras Ambiental /2017-2019:

Gabriela V. Moreira, Gerente de Projeto
Tatiana Horta, Gerente de Educação Ambiental
Lorena Asevedo, Geógrafa
Aline Damasceno, Engenheira Florestal
Nathalie Horta, Mídias Sociais e Comunicação
Ana Carolina Moreira, Gerente Administrativa e Pedagoga
Vitória Dias Lima, Auxiliar Administrativo
Carlos Quintanilha, Educador Ambiental
Patrick Oliveira, Educador Ambiental

Área do reflorestamento Guapiaçu Grande Vida, área do Pai Velho, Marcha 2018 (© Tatiana Horta)
Visita à REGUA – Ana Carolina Moreira e o Professor Carlos Quintanilha com alunos da rede pública de Cachoeiras de Macacu (© Vitória Lima)

Borboleta rara encontrada na REGUA

Ortilia polinella
Fêmea de Ortilia polinella (© Duncan McGeough)

O projeto do próximo guia de campo da REGUA – Guia de Observação das Borboletas da Serra dos Órgãos – está progredindo, e com ele têm surgido conhecimentos novos sobre a fauna local de borboletas, juntamente com registros novos baseados em fotografias de hóspedes, voluntários e demais visitantes, que não param de chegar.

Uma notável raridade da Mata Atlântica foi encontrada em outubro de 2013 por Duncan McGeough, um voluntário da Alemanha, a apenas 30 metros do escritório da REGUA. Ortilia polinella (A. Hall, 1928), uma borboleta ‘prima’ das  Fritillarias da Europa como Melitaea cinxia. Esta espécie é conhecida de menos de meia dúzia de localidades nos estados brasileiros de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; sendo também muito raramente encontrada em coleções (apenas três fêmeas e seis machos no Museu de História Natural, Londres ). Um achado estupendo!

Os adultos são encontrados principalmente em matas, nas áreas e locais iluminados pelo Sol (bordas, pequenas clareiras, ao longo de trilhas, etc). Sua biologia é desconhecida, mas outras espécies do gênero usam espécies de Justicia (Acanthaceae) como plantas alimentícias das larvas. A foto mostra um exemplar feminino desgastado, descansando e tomando sol entre vôos exploratórios curtos para encontrar uma planta para ovipositar.

Duncan também ajudou com a criação do folheto de mariposas da REGUA que os hóspedes podem pegar na pousada, com 60 espécies comuns facilmente observadas no muro das mariposas.

Mais informações sobre Ortilia polinella podem ser encontradas aqui:

Fotos digitais de espécimes: http://butterfliesofamerica.com/L/t/Ortilia_polinella_a.htm

Revisão de Phyciodes/Ortilia por Higgins : http://archive.org/stream/bulletinofbritis43entolond#page/119/mode/1up

No microuniverso das bromélias

Juliana em pleno trabalho no seu experimento nas pastagens do Campestre, em Guapiaçu.

Quando observamos um riacho, é impossível não perceber a quantidade de folhas que nele caem. As folhas da vegetação ao seu redor representam uma importante fonte de energia para os organismos aquáticos. Contudo, apesar de serem encontradas em grande quantidade, esse alimento possui uma qualidade inferior relativamente às algas, também encontradas em ambientes aquáticos. Está em curso atualmente, um grande debate na área de Ecologia de Ecossistemas sobre qual deles é o alimento mais importante para as relações alimentares entre organismos aquáticos: as folhas mortas, em grande quantidade; ou as algas, de melhor qualidade?

Para obter uma resposta, Juliana Leal (MNRJ) utiliza bromélias-tanque como ecossistemas-modelo. As bromélias possuem muitas similaridades com os grandes ambientes aquáticos de água doce, especialmente em relação à presença de algas e folhas mortas como principais fontes de alimento para os organismos que a habitam. Através da sobreposição de diferentes malhas de sombrites, ela conseguiu 12 diferentes níveis de penetração de luz na água armazenada nas bromélias. Como as algas necessitam de luz para produzir seu alimento, a sua quantidade será afetada pela disponibilidade da mesma. Assim, Juliana espera verificar como os insetos aquáticos utilizam as algas e as folhas mortas como alimento: quanto maior a disponibilidade de algas, mais os insetos as consomem? – Ou existe uma quantidade mínima de algas necessária para que os organismos a utilizem como principal alimento?

Registros novos de borboletas para o Estado do Rio de Janeiro

Semomesia geminus (Fabricius, 1793), REGUA, RJ, Brasil (© Jailson da Silva)

Apesar do RJ ter sido historicamente uma das portas de entrada preferida de muitos dos naturalistas que nos visitaram – quer no tempo da Colônia, como no do Império – resultando num invejável precedente de alguns séculos de pesquisa e documentação da Biodiversidade no Estado; ainda aparecem ‘surpresas’ ocasionalmente e, inclusive, espécies novas para a Ciência, especialmente nos grupos menos estudados e amostrados.

Nesta postagem damos a conhecer dois registros novos de borboletas para o RJ, da família Riodinidae. Estas espécies foram documentadas – por meio de fotografia digital – por alguns dos nossos hóspedes, pesquisadores ou funcionários, em suas caminhadas pelas trilhas da REGUA.

Semomesia geminus possui registros no ES, MG e PE, pelo que seu aparecimento no RJ não foi uma surpresa total; tendo já sido fotografada uma meia dúzia de vezes nas trilhas da REGUA por várias pessoas, inclusive nossos guarda-parques.

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Calospila parthaon (J.W. Dalman 1823), REGUA, RJ, Brasil, December 2015 (© Sandra Lamberts)

Calospila parthaon é conhecida apenas da região Amazônica e referenciada na BA, tendo sido fotografada (ambos sexos) na Trilha São José, por nossos hóspedes Arnold Wijker e Sandra Lamberts em Dezembro de 2015, numa estadia de fotografia muito produtiva na qual registraram muitas ocorrências novas de Riodinideos na REGUA e na região do Pico do Caledônia (Parque Estadual dos Três Picos – PETP).

Bibliografia

SOARES, BIZARRO, BASTOS, TANGERINI, SILVA, DA SILVA & SILVA; 2011. Preliminary analysis of the diurnal Lepidoptera fauna of the Três Picos State Park, Rio de Janeiro, Brazil, with a note on Parides ascanius (Cramer, 1775). Tropical Lepidoptera  Research 21(2): 66-79.

BIZARRO, J. M. S. & A. SOARES, 2012. Semomesia geminus (Fabricius, 1793) (Lepidoptera: Riodinidae: Mesosemiini): First records for Rio de Janeiro and Pernambuco states, range extension and distribution map, with an assessment of its potential wider occurrence in Brazil. Check List 8(3): 548-550.

Na floresta com os Muriquis

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Southern Muriqui Brachyteles arachnoides na REGUA, 23 de janeiro de 2017 (© Andre Lanna)

A REGUA acaba de receber um projeto novo e realmente excitante: André Lanna, estudante de Doutorado da UFRJ sob orientação do Prof. Dr. Carlos Grelle, aprovou sua pesquisa na REGUA para monitorar a Diversidade de Mamíferos nas Montanhas da Serra do Mar do RJ.

Na primeira estadia de campo para tentar encontrar os Muriquis na Trilha Verde e mapear com GPS as trilhas ao redor do Rio Manuel Alexandre, afim de escolher os locais para instalação de armadilhas fotográficas visando identificar e quantificar as espécies de mamíferos encontradas na região. André confessa que padece um ‘fraquinho’ pelos Muriquis, dado que já estudou a espécie do Norte na Reserva Karen Strier em Caratinga, mapeando populações isoladas remanescentes tanto no Espírito Santo como em Minas Gerais.

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Rildo na REGUA (© Andre Lanna)

O Muriqui do Norte está na Categoria IUCN “criticamente ameaçada” dado que somente sobrevive em minúsculos fragmentos de Mata Atlântica, ao passo que seu primo do Sul “Brachyteles arachnoides” é ‘apenas’ “ameaçada” dado que as florestas remanescentes do SE do Brasil são bem mais extensas.

Logo no seu primeiro dia na REGUA, com a ajuda do Rildo, escutou um bando, voltando ao local no segundo dia não conseguiu contacto… até que no terceiro dia entre a Trilha Vermelha e a Verde encontrou o bando e conseguiu seguir o mesmo praticamente durante o resto do dia.

Emocionado e feliz, nos relatou que parecem muito dóceis e aceitaram sua presença, exceto por um macho mais desconfiado. Está previsto um novo campo em breve e quiçá, o foco de sua tese mude totalmente para o Muriqui da Serra dos Órgãos!

Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de oportunidades!

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REGUA RPPN

A REGUA é uma ONG com designação de RPPN em 350 hectares e vive da captação de recursos para suas atividades de conservação. O título RPPN oferece aos potenciais doadores da REGUA, garantias que a sua doação se converta em patrimônio perpétuo.

Esta denominação é conhecida e respeitada globalmente trazendo transparência a missão da instituição. A definição do uso de solo da RPPN, fruto de um minucioso planejamento e mapeamento topográfico é um exemplo de gestão territorial.

A REGUA também reconhece o privilégio de contribuir com o Parque Estadual Três Picos em aumentar a área protegida para incluir áreas baixas que são essenciais na garantia da qualidade da biodiversidade desta belíssima Unidade de Conservação.

Avistamentos de aves de outubro

O mes de outubro se apresentou com temperaturas altas e chuvas irregulares ao longo do mês. Muitas espécies já tem se deslocado para áreas mais altas atraidas pela temperatura mais amena. Ao mesmo tempo, podemos perceber um maior número de éspecies procriando nas áreas alagadas e visitando o jardim da pousada.

O destaque do mês foi o primer avistamento e registro fotográfico para Rio de Janeiro state do flamingo-grande-dos-andes durante uma excursão à Cabo Frio.

Na REGUA, a área dos alagados continua nos proporcionando a possibilidade de avistar a picaparra (04 individuos, possivelmente um número record no estado do Rio de Janeiro), assim como arapapá, guaracava-de-crista-alaranjada (muito diifícil de ser avistada), saracura-lisa, sanã-castanha, sanã-parda, bacurau a cardeal-do-nordeste (difícil de ser avistado nos alagados). Na Trilha Marrom podemos observar o crescente número de avistamentos de espécies de interior de floresta tais como formigueiro-assobiador, pintadinho, choca-de-sooretama e murucututu-de-barriga-amarela.

Os destaques na Trilha Verde incluem as seguintes espécies: chibante, cigarra-verdadeira, gavião-pombo-pequeno, gavião-pega-macaco, tangarazinho, barbudo-rajado, estalador, beija-flor-rajado, araçari-poca, araponga, juruva-verde a galinha-do-mato.

Na Trilha Cinza, outra das atrações da REGUA é o patinho-gigante que foi avistado junto à choquinha-pequena, macuru-de-barriga-castanha e caburé-miudinho. Na Trilha 4×4, a borralhara o foi ouvida/o assim como a araponga numa área restaurada dois anos atrás perto do rio Guapiaçu.

Na Trilha do Waldenoor outro borralhara foi ouvido, como foi o choquinha-pequena, mas 2 topetinho-vermelho macho, benedito-de-testa-amarela, arapaçu-de-garganta-branca e araçari-poca foram vistos.

Nas excursões noturnas foram avistados, narcejão, bacurau-tesoura, narceja, sanã-carijó, tesoura-do-brejo e pica-pau-branco foram vistos.

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Tachuri-campainha Hemitriccus nidipendulus (© Nicholas Locke)

As excursões organizadas fora da REGUA tem sido muito produtivas no avistastamento de aves. Para começar, a excursão a restinga de Cabo Frio proporcionou os seguintes avistamentos: formigueiro-do-litoral, colhereiro, piru-piru, maçarico-de-bico-torto, maçarico-grande-de-perna-amarela, maçarico-de-perna-amarela, tachuri-campainha, vite-vite e claro, o flamingo-grande-dos-andes.

A excursão ao Pico do Caledônia proporcionou o avistamento de um número bem significativo de aves endêmicas de altitude tais como Saudade-de-asa-cinza, tesourinha-da-mata, um cabecinha-castanha feminino, borralhara-assobiadora, choquinha-carijó, choquinha-da-serra, pica-pau-dourado, beija-flor-de-topete, beija-flor-de-papo-branco, joão-porca, trepadorzinho, arapaçu-de-bico-torto, tesoura-cinzenta, fruxu-do-carrasco, sanhaçu-frade, peito-pinhão e bico-de-veludo. Enquanto em Macaé de Cima, saudade, trovoada-de-bertoni e matracão estavam entre as espécies observadas.

Na excursão a Sumidouro foram avistados o muito procurado cuitelão assim como espécies de areas abertas como maracanã-verdadeira, tietinga, formigueiro-da-serra, tico-tico-do-mato, joão-pobre, cochicho, tachuri-campainha, pia-cobra, azulão, beija-flor-de-peito-azul, sovi e gavião-de-rabo-branco.

Finalmente, uma referência (porém com atraso) do avistamento da tesourinha-da-mata na Trillha Verde no mês de setembro.