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Guapiaçu III: Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos em Cachoeiras de Macacu

Monitora ambiental analisando macroinvertebrados (© Tatiana Horta).

O Programa Piloto de Monitoramento dos Recursos Hídricos (PPMRH) é uma ferramenta de educação ambiental que tem como objetivo sensibilizar os jovens para a importância dos recursos hídricos e os impactos da presença dos núcleos urbanos, demonstrando a relação floresta x água.

O programa é voltado para estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas, do município de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí e capacita os jovens para realizarem coletas e análises físico-químicas e biológica da água de 12 pontos de 3 rios da região: Macacu, Guapiaçu e Caceribu.

Em fevereiro desse ano, a equipe do projeto percorreu as escolas do município de Cachoeiras de Macacu apresentando a proposta do programa. Cinquenta jovens foram selecionados de um total de 92 inscritos. Depois de selecionados, os estudantes foram capacitados e se tornaram monitores ambientais.

Devido à pandemia, o curso presencial foi substituído pelo virtual, e em outubro, já foi possível migrar para o ensino híbrido, e assim, foram realizadas aulas práticas de coletas e análises de água. Seguindo as normas de segurança, orientações dos órgãos de saúde e com o uso de equipamentos de proteção individual, a turma foi dividida em pequenos grupos, mantendo a segurança durante a atividade. A prática foi realizada no ponto 7, em Boca do Mato, onde os estudantes puderam conhecer alguns dos macroinvertebrados bentônicos sensíveis à poluição, usados como bioindicadores da qualidade da água, presentes nesse local de coleta. A atividade desperta nos jovens um novo olhar, além de ser uma atividade bem diferente e divertida.

Em outubro, 45 monitores ambientais foram formados no município de Cachoeiras de Macacu, e agora esses jovens irão acompanhar a equipe do projeto nas coletas e análises de água dos rios. O novo desafio iniciado esse ano é a seleção online de estudantes do município de Itaboraí!

O professor Péricles e alunos colentando macroinvertebrados bentônicos (© Tatiana Horta).

Programa de Monitoramento Florestal.

Um reflorestamento bem sucedido depende da correta prática de manejo e de sua periodicidade (© Tatiana Horta).

 

Após o período de plantio das mudas florestais para a restauração ecológica, a fase conhecida como pós-implantação consiste na manutenção dessa futura floresta. É importante proteger as mudas plantadas especialmente dos efeitos negativos das plantas daninhas oportunistas, de pragas e doenças e quando necessário, repor (fazer o replantio) os berços falhados com novas mudas. Os objetivos dessa etapa compreendem tanto oferecer condições para o desenvolvimento das mudas no campo, como promover o estabelecimento delas. Um reflorestamento bem sucedido depende da correta prática de manejo e da periodicidade necessária à realização desta atividade. Em geral, existe um planejamento para este tipo de manutenção a cada 90 ou 120 dias, contados a partir do plantio. Consequentemente, as ações de manutenção favorecem a restauração e o restabelecimento dos processos ecológicos na área restaurada, a longo prazo.  

 

Dentre os serviços ecossistêmicos prestados pelo ambiente recuperado, podem ser citados: a melhoria do microclima local e regional, a regulação térmica e hídrica, a estabilidade de encostas, o aumento da qualidade e quantidade dos recursos hídricos e a garantia de biodiversidade através da conexão dos fragmentos de remanescentes florestais a partir da criação de corredores ecológicos. Para acompanhar se a nova floresta está se desenvolvendo adequadamente e cumprindo o seu papel ecológico é necessário monitorar e avaliar o seu crescimento. O objetivo do monitoramento florestal é acompanhar a evolução e medir tanto a qualidade como o sucesso dos plantios.  

 

Temos duas etapas de monitoramento: a primeira, que atende a Resolução INEA nº 143 de 14 de junho de 2017 e tem como objetivo avaliar a qualidade dos plantios; e a segunda, que avalia a biomassa acumulada e o estoque de carbono nos plantios de restauração do Projeto Guapiaçu. Este projeto é executado pela REGUA com o financiamento da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental.                       A primeira etapa do monitoramento deve ser realizada anualmente após a implantação de projetos de restauração para fins de quitação de compromissos e obrigações legais. Neste monitoramento, utiliza-se o Manual de Procedimentos para o Monitoramento e Avaliação de Áreas em Restauração Florestal no Estado do Rio de Janeiro e a metodologia escolhida é o Diagnóstico Ecológico Rápido – DER.  

 

 

O Diagnóstico Ecológico Rápido – DER é a metodologia empregada durante o monitoramento (©Aline Damasceno).

Ele é baseado na medição direta de sete parâmetros ecológicos, que são: densidade de plantio, percentual de espécies zoocóricas, altura das plantas, equidade, riqueza de espécies, cobertura de copa e cobertura de gramíneas. A partir da avaliação destes parâmetros, espera-se observar a chegada espontânea de novos indivíduos da flora na regeneração natural, a presença de florações e frutificações para algumas espécies de mudas plantadas (em especial as espécies pioneiras) e também a presença da fauna no local, como insetos, aves, roedores e pequenos mamíferos. 

 

A segunda etapa é realizada após o quarto ano de implantação. Os plantios realizados na primeira fase do Projeto Guapiaçu, que reflorestou 100 hectares entre os anos de 2013 e 2015, receberam a certificação de carbono pela Aliança Clima Comunidade Biodiversidade (ACCB). Esta certificação teve como objetivo conferir um selo de qualidade a estes plantios que foram muito bem executados pela Regua. Os plantios realizados nas fases subsequentes deste projeto (mais 160 hectares) foram incorporados ao plano de monitoramento de acúmulo de biomassa, conforme metodologia e pressupostos certificados junto a ACCB, e podem receber a certificação quando completarem quatro anos de implantação. 

 

Equipe de campo durante o monitoramento (©Aline Damasceno).

 

O monitoramento de biomassa acontece a partir do quarto ano porque necessita que as mudas estejam com o seu DAP (diâmetro à altura do peito) mais desenvolvido para que possa utilizá-lo como parâmetro na aplicação de equações alométricas. Estas equações são usadas para a análise de biomassa e estoque de carbono nos plantios, bem como para obter os valores de CO2 sequestrado pela nova floresta.  Com isso, a REGUA assumiu o compromisso de monitorar o acúmulo de biomassa nestes plantios pelos próximos 30 anos. Espera-se que ao longo dos 30 anos sejam estocados mais de 13.500 toneladas de carbono e 49.680 toneladas de CO2 equivalente sejam removidos da atmosfera.

O filhote da anta Eva é macho.

Recentemente tivemos uma notícia muito triste, a anta Eva foi atropelada em uma estrada de terra por um motociclista, e dias depois foi encontrada morta. Felizmente o motociclista não se machucou gravemente. O filhote da Eva, que já tem oito meses de idade, não foi atingido. Estamos botando pontos de alimentação reforçados por onde Eva circulava com o filhote, vamos monitorá-lo com armadilhas fotográficas e se possível levá-lo para o cercado de aclimatação.

A última foto da Eva e o seu filhote juntos (© Refauna).

O atropelamento de animais silvestres é um grande problema, estima-se que 475 milhões de animais silvestres são atropelados por ano nas estradas do Brasil. No caso de animais de grande porte como as antas, esses atropelamentos podem causar acidentes graves. Respeitar os limites de velocidade e dirigir com atenção redobrada em estradas próximas à áreas naturais são meios de evitar esse tipo de acidente. Estamos providênciando, com apoio da prefeitura de Cachoeiras de Macacu, REGUA e Projeto Guapiaçu, redutores de velocidade e sinalização para a estrada próxima à REGUA, para reduzir a chance de novos acidentes.

Eva foi a primeira anta fêmea a ser reintroduzida na REGUA, viveu livre por quase três anos e deixou dois filhotes na natureza. Quando chegou ficava muito tranquila perto de pessoas, depois de solta em poucos meses ficou arisca e não se aproximava de ninguém, como uma anta selvagem. Estabeleceu seu território entre a REGUA e outras propriedades rurais, andava quase sempre junto da anta Valente, pai do seu filhote.

Se adaptou plenamente à vida livre, como se nunca tivesse vivido em cativeiro. Aprendemos muito com a anta Eva e estamos muito tristes com a sua morte, consola saber que teve uma boa vida livre, e que a reintrodução da Eva ajudou a acumular experiencia para a reintrodução de outras antas na natureza. Torcemos para que seu filhote tenha vida longa nas matas da REGUA.

As antas também são ótimas nadadoras (© Toca Seabra).

Tillandsia stricta

Quem nunca se deparou com essa pequena e charmosa bromélia em basicamente qualquer cantinho? A Tillandsia stricta é uma espécie de ampla distribuição, e no Brasil, ocorre do estado da Bahia ao Rio Grande do Sul. Ela tem hábitos epifíticos e está presente em regiões de mata, ocorrendo também em campos rupestres e na caatinga. Floresce durante todo o ano e seu pico de floração é em agosto. A Tillandsia stricta é considerada uma das mais características e conhecidas espécies dentro do gênero Tillandsia L., que conta com cerca de 600 espécies, sendo o maior gênero da subfamília Tillandsioideae 

Tillandsia stricta em flor (© Micaela Locke).

Suas flores com pétalas purpúreas a róseas dão um forte contraste ao colorido das brácteas florais vistosas. As brácteas são folhas vistosas e atrativas que possuem como principal função atrair polinizadores, mas que muitas vezes são confundidas com pétalas. Como grande parte das espécies de Tillandsia, elas têm grande valor ornamental, sendo constantemente extraídas de seu ambiente natural, colocando-as em risco de extinção, apesar de sua ampla distribuição geográfica. 

A família Bromeliaceae, da qual faz parte a subfamília Tillandsioideae está entre as poucas famílias em que a polinização por vertebrados predomina sobre a polinização por insetos.   

Estudos realizados na Mata Atlântica do Sudeste brasileiro têm constatado que as bromeliáceas formam o maior grupo de plantas ornitófilas e apresentam características florais específicas à polinização por beija-flores. A disponibilidade de flores ornitófilas ao longo do ano possibilita a permanência de beija-flores polinizadores na área. Isso propicia uma maximização do sucesso reprodutivo das espécies de plantas envolvidas, pois caso haja deslocamentos populacionais destas aves, devido a uma pausa na oferta de recursos, as primeiras espécies de plantas ornitófilas que florirem não encontrarão disponíveis seus agentes polinizadores. Dessa forma, as bromeliáceas devem ser consideradas fundamentais para a manutenção local da fauna de beija-flores residentes na Mata Atlântica, beneficiando não somente estas aves como também as próprias bromeliáceas ornitófilas e outras espécies da comunidade que utilizam estas aves como seus vetores de pólen. 

Eueides isabella dianassa

Fëmea de Eueides isabella dianassa com o abdômen receptivo antes da cópula (© Micaela Locke).

 

Esta é Eueides isabella dianassa, da família Nymphalidae, subfamília Heliconiinae. Esta espécie voa durante o ano todo, talvez duas gerações, mas é vista com mais facilidade nos meses secos do inverno. Vive cerca de 2 a 3 meses e tende a permanecer perto da planta hospedeira das larvas (maracujás/ passifloras) que se alimentam das folhas.

A fêmea é ligeiramente maior do que o macho e coloca ovos isolados na parte inferior das folhas. As larvas, neste caso as lagartas, alimentam-se das folhas raspando a mesma face inferior enquanto são pequenas, depois as comem pelas bordas.

Machos voam em formato de “8” em volta da fêmea liberando feromônios. Somente um deles será escolhido pela fêmea (© Micaela Locke).

Quando chega na quinta idade (troca de ‘pele’ 4 vezes para continuar crescendo depois que esta estica) ao invés de trocar a pele, abandona a planta e procura um local abrigado (uma parede, um parapeito de janela, uma madeira seca, tronco de árvore) onde forma a pupa ou crisálida, ficando assim umas de 4 a 6 semanas até emergir a borboleta adulta. Em uma tarde ensolarada de inverno foi registrado o momento de cópula entre indivíduos desta espécie. Os machos voam no que faz lembrar o desenho de um “8” ao redor do sexo feminino liberando feromônios. A fêmea, receptiva, estava com seu abdômen imóvel esperando o macho curvar as suas asas em torno de seu abdômen, e assim fazer contato e copular. Foi interessante observar que em torno da fêmea voavam 3 machos, e neste caso, a fêmea copula com apenas um.

Uma atualização sobre a restauração florestal na REGUA (Agosto de 2020).

 

As atividades de restauração ecológica seguem com todos os cuidados e medidas preventivas de saúde aos trabalhadores durante este período de quarentena.

Até o momento já reflorestamos 18 hectares na área da REGUA, com o plantio de aproximadamente 30.000 mudas de 113 espécies diferentes. A manutenção das áreas do projeto plantadas nos anos de 2017 e 2019 também estão sendo realizadas. Além disso, estamos nos preparando para plantar mais 14 hectares em áreas de parceiros das comunidades do entorno da REGUA.

Assim, nossos parceiros produtores rurais, terão a oportunidade de recuperar as suas Áreas de Preservação Permanente (APP), principalmente as produtoras de água como nascentes e as matas ciliares (beiras de rios). Para isso, um banco de áreas para restauração está sendo criado, com a parceria entre os proprietários de novas áreas e a REGUA.

O Projeto Guapiaçu III inaugura ‘trilha virtual’ na Reserva Ecológica de Guapiaçu

Uma das imagens de drone que pode ser visualizada durante o tour (© Projeto Guapiaçu)
Uma das imagens de drone que pode ser visualizada durante o tour (© Projeto Guapiaçu)

 

A semana do Meio Ambiente (01/06 a 05/06 de 2020) começou de maneira muito entusiasta com a visualização da trilha “Grande Vida” de forma remota. O percurso vai desde o início da trilha Amarela até a ponte de madeira, onde o itinerário é inteiramente narrado e acompanhado pelos sons das aves que frequentam os alagados da REGUA. É possível selecionar ícones como fotos e cartazes autoexplicativos que estão presentes ao longo da trilha mostrando fotos da biodiversidade da Mata Atlântica, das pegadas de animais, da vista dos alagados, dos processos florestais e de alguns dos trabalhos de conservação realizados na REGUA.

A ideia é bastante inovadora, pois mesmo que já existam algumas visitações virtuais em Parques Nacionais em todo o país, esta é a primeira trilha virtual feita em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Cabe ressaltar que o “home office”, método de trabalho que mudou a rotina de muitos profissionais no mundo inteiro, está longe de interromper o contato das pessoas com a natureza. Desta maneira é essencial criar ferramentas de compartilhamento de conteúdo, assim como acompanhar as tendências da mídia digital. A semana de Meio Ambiente também contou com diversas Lives que foram transmitidas pelo Instagram abordando temas relativos aos demais projetos patrocinados por meio do programa Petrobrás Socioambiental, que fazem parte da Redágua – Rede Águas da Guanabara. Todas estas iniciativas são uma maneira de trazer um pouco de inspiração para quem está em quarentena, respeitando o isolamento social.

O acesso ao tour virtual pode ser feito através do seguinte link: https://www.projetoguapiacu.com/

Novo livro da REGUA pronto para ser publicado: Guia de observação das Borboletas da Serra dos Órgãos

Capa do quarto livro da REGUA <em>Guia das Borboletas da Serra dos Órgãos</em>
Capa do quarto livro da REGUA Guia das Borboletas da Serra dos Órgãos

Em 2015, Alan Martin e Jorge Bizarro começaram a trabalhar em um guia de observação de borboletas para dar continuidade às demais publicações específicas da área da REGUA (mariposas, libélulas e pássaros). O que começou como um projeto de três anos acabou levando cinco anos, em parte porque o número de espécies registradas na área é maior do que foi previsto e também porque foi muito difícil obter fotos de algumas espécies mais raras.

O livro está prestes a ser impresso e abrange 803 espécies (exceto a subfamília Hesperiinae, em inglês conhecidas como “Grass skippers”) com descrições, comparações com espécies semelhantes, distribuição global e informações sobre ecologia, comportamento e plantas hospedeiras. Todas, exceto três das espécies, são ilustradas com mais de 1.300 fotos de espécimes vivos. As demais foram fotografadas a partir de exemplares de museus e de coleções particulares. Há também textos introdutórios para cada família, subfamília e tribo.

O livro será distribuído pela NHBS, porém no Reino Unido é aconselhável encomendar o livro ao Alan Martin a um preço reduzido de £30,00 mais £5,00 da postagem. Todos os lucros da venda do livro serão revertidos para a REGUA.

Ecdise

(© Rodrigo Fonseca)
(© Rodrigo Fonseca)
(© Rodrigo Fonseca)
(© Rodrigo Fonseca)

A caninana Spilotes pullatus, uma espécie semi-arborícola, que se alimenta de pequenos roedores, anfíbios, lagartos e até outras serpentes é facilmente encontrada em florestas, em áreas mais abertas como pastos e trilhas, e inclusive, pode se aproximar de habitações humanas em busca de alimento. Apesar de ser uma espécie de grande porte, podendo alcançar até 3 metros, é muito ágil e não peçonhenta, com coloração amarela e preta.

Recentemente, foi encontrada a pele deixada após a muda, também chamada de ecdise, de uma caninana, que em indivíduos adultos, ocorre em média, uma vez por ano. Esse processo é realizado quando a camada mais superficial da pele, que é formada por queratina, é trocada por uma nova. Essa troca pode ocorrer durante seu crescimento ou quando a camada mais externa é danificada. A ecdise dura em torno de 5 a 7 dias e durante esse período a serpente fica mais vulnerável aos predadores pois sua visão fica prejudicada devido ao acúmulo de fluidos entre a pele nova e antiga.

Panelas

Um casal de sapos-martelo <em>Boana faber</em> em uma panela (© Rodrigo Fonseca)
Um casal de sapos-martelo Boana faber em uma panela (© Rodrigo Fonseca)
Sapo-martelo <em>Boana faber</em> em uma panela (© Rodrigo Fonseca)
Sapo-martelo Boana faber em uma panela (© Rodrigo Fonseca)

Um dos pesquisadores que está atualmente conduzindo seu trabalho de campo na REGUA, Rodrigo Fonseca, vem estudando a percepção e colonização dos habitats reprodutivos (poças, alagados, riachos, etc) pelos anfíbios anuros e quais elementos da paisagem (árvores e arbustos) favorecem essa dinâmica.

Seu trabalho inclui saídas de campo noturnas, onde realiza amostragem de poças e uma técnica de marcação e recaptura de indivíduos. Ele é aluno de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ecologia da UFRJ.

Durante suas atividades, comumente encontra o sapo-martelo Boana faber, espécie que tem como característica formar pequenos ninhos chamados de “panelas” onde os machos vocalizam para atrair as fêmeas, que por sua vez, avaliam as condições das panelas e assim, decidem se irão utilizar aquele ninho. Se a fêmea escolher o ninho, o macho realiza o abraço nupcial, também chamado de amplexo, onde juntos liberam os gametas na água que gerarão em torno de 3.000 ovos dentro do ninho.