O filhote da anta Eva é macho.

Recentemente tivemos uma notícia muito triste, a anta Eva foi atropelada em uma estrada de terra por um motociclista, e dias depois foi encontrada morta. Felizmente o motociclista não se machucou gravemente. O filhote da Eva, que já tem oito meses de idade, não foi atingido. Estamos botando pontos de alimentação reforçados por onde Eva circulava com o filhote, vamos monitorá-lo com armadilhas fotográficas e se possível levá-lo para o cercado de aclimatação.

A última foto da Eva e o seu filhote juntos (© Refauna).

O atropelamento de animais silvestres é um grande problema, estima-se que 475 milhões de animais silvestres são atropelados por ano nas estradas do Brasil. No caso de animais de grande porte como as antas, esses atropelamentos podem causar acidentes graves. Respeitar os limites de velocidade e dirigir com atenção redobrada em estradas próximas à áreas naturais são meios de evitar esse tipo de acidente. Estamos providênciando, com apoio da prefeitura de Cachoeiras de Macacu, REGUA e Projeto Guapiaçu, redutores de velocidade e sinalização para a estrada próxima à REGUA, para reduzir a chance de novos acidentes.

Eva foi a primeira anta fêmea a ser reintroduzida na REGUA, viveu livre por quase três anos e deixou dois filhotes na natureza. Quando chegou ficava muito tranquila perto de pessoas, depois de solta em poucos meses ficou arisca e não se aproximava de ninguém, como uma anta selvagem. Estabeleceu seu território entre a REGUA e outras propriedades rurais, andava quase sempre junto da anta Valente, pai do seu filhote.

Se adaptou plenamente à vida livre, como se nunca tivesse vivido em cativeiro. Aprendemos muito com a anta Eva e estamos muito tristes com a sua morte, consola saber que teve uma boa vida livre, e que a reintrodução da Eva ajudou a acumular experiencia para a reintrodução de outras antas na natureza. Torcemos para que seu filhote tenha vida longa nas matas da REGUA.

As antas também são ótimas nadadoras (© Toca Seabra).